Neymar sobre virada histórica: 'Fizemos uma vez e podemos fazer a segunda' | Resgate Fm
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CONFIRA UM TRECHO DA ENTREVISTA DE NEYMAR AO ESPORTE INTERATIVO

Partida da volta contra a Juventus
É muito difícil, né? Todos os jogos são difíceis. Ainda mais quando é um placar largo assim. Mas o meu pai comentou outro dia, uma coisa que ficou na minha cabeça, que é verdade. Pode ser outro time diferente, mas o Barcelona é o mesmo. Nós podemos fazer isso. Fizemos uma vez e podemos fazer a segunda. Basta querer, se entregar e se doar. Se der tudo certo, mais uma remontada (virada) acontecerá. A Juventus é uma equipe muito difícil, muito bem estruturada. Mas o que você (Zico) falou, é difícil correr atrás do prejuízo, você tem que correr dobrado. O esforço é sempre muito maior. Mas eu acredito muito na nossa equipe e no nosso potencial. Bom, já está praticamente tudo perdido, então a gente não tem mais nada a perder, e sim, a ganhar. Então é só entrar em campo e fazer o trabalho direitinho. A porcentagem é igual. Acho que é a mesma coisa. Se a gente tem 1% de chance de passar, se tem mais um jogo, é 99% correndo, 99% de fé e, se Deus quiser, 99% dos gols vão entrar.

Gols contra o Paris Saint-Germain
No quarto (gol) sim. Tinha a esperança de mais um golzinho para dar aquele sabor de “pô, quase conseguimos”. E logo depois de alguns minutos saiu o pênalti. Eu só lembro na hora que eu peguei a bola para bater o pênalti, na hora em que estava concentrado, eu só escutava alguém falando que só tinha mais cinco minutos de jogo. Aí eu já pensei: “C…, tenho que fazer essa m…, se não eu vou me f…”. O Messi falou: “Vai você”. Eu falei: “Tá bom!”. Eu só pensava: “Tenho que fazer para a gente ter pelo menos uma chance de tentar algo extraordinário”. Logo que eu fiz o gol foi um alívio total, porque colocou a gente no jogo. Já empolgou todo o estádio e todo mundo. E aí aconteceu o gol histórico.

Assistência para o gol histórico de Sergi Roberto
Meu primeiro pensamento não era nem de ser herói, e sim, de chutar. Mas eu vi dois jogadores do Barcelona movimentando, que eram Messi e Piqué. Eu não tinha visto o Sergi Roberto. Tanto que eu jogo ali para os dois. Na hora, pensei que quem tinha feito o gol fosse o Piqué. Depois que eu vi o Sergi Roberto chegando atrás. Pior que no jogo, eu falava para ele (Sergi Roberto): “Entra na área que você vai fazer o gol. Entra na área!”. Porque eu ficava no lugar dele no rebote, porque ele é mais alto. Aí ele entrou e fez o gol.

Cobranças de falta no Barcelona
A vontade de bater eu sempre tenho. Só que existe uma hierarquia. Claro que o respeito é máximo ao Leo (Messi). Sempre quando acontecem as faltas, ele é o batedor oficial. Às vezes, eu me aproximo para, se tiver alguma chance ou oportunidade, estar concentrado para bater. Ele bate e bate muito bem. Eu só torço para a bola entrar.

Ser o melhor do mundo enquanto o Messi estiver jogando
Não penso em ser o melhor do mundo. Não é uma coisa que eu priorizo. Claro que eu tenho um sonho muito grande de um dia ganhar a Bola de Ouro, só que isso vem naturalmente. Não importa (o time) onde eu esteja, com quem esteja, se é com o melhor do time ou não é. E sim o meu estado, o meu presente, o meu jogo dentro do campo. Se eu estiver bem, as coisas vão acontecer. E eu estou me sentindo muito bem aqui no Barcelona. Estou feliz aqui. Todo jogador gosta de jogar ao lado dos bons jogadores, ao lado dos melhores. Aqui eu estou ao lado dos melhores.

Se não fosse o Neymar, quem você gostaria de ser?
Gostaria de ser muitos. Tem um ao meu lado aqui (Zico). Eu não vi, mas meu pai viu. Eu também vi vídeos dele (risos). Eu gosto muito do Messi. Dos que eu vi jogar, foi o melhor.

Nova geração de craques
Gosto muito do Griezmann, um excelente jogador. Gabriel Jesus, apesar da idade. Tenho um carinho muito grande por ele, sou muito fã de como ele joga. Jogamos as Olimpíadas juntos, na Seleção também. É um menino de muito potencial. Acho que esse é o que vai chegar aí perto de todo mundo. E o Dybala é o famoso canhoto argentino. Se deixar ele sozinho, ele vai guardar. Na quarta-feira, a gente não pode dar espaço. Como eles (Juventus) não fazem com a gente, eles não dão espaço pra gente. A mesma coisa.

Ser “o cara”
Às vezes sim, às vezes não. Eu não gosto de meu sentir assim (“o cara”). Eu sei do meu potencial, sei do que eu posso render para a Seleção Brasileira, e que eu sou praticamente “o cara” da Seleção. Mas eu não gosto de me colocar nesta situação. Acho que é ruim. Faz diferença, quando se tem jogadores de qualidade e são os craques da equipe. Você vê pela torcida, de gritar nome e de quando você entra em campo. Eu sinto isso. No Santos eu sentia bastante isso, porque também era praticamente igual. E no Barcelona também. Então eu me sinto “o cara”, vai (risos).

Contra quem você quer jogar a final da Copa do Mundo de 2018?
Contra quem eu quero? Eu quero estar na final, não sei contra quem. Deixa eu ver uma seleção… Alemanha! Tá (entalada)! Mas a gente vai jogar contra eles agora, né? Não importa (que é amistoso), tem que ganhar! Não quero nem pegar a Argentina. Deixa a Alemanha e a Argentina na semifinal e tá tudo certo.

Fonte: esporteinterativo

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