J5 Mangá Gospel | Resgate Fm
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O J5 foi criado por Igor Cicarini e Fernanda de Aguilar em 2010. Ambos são formados em Teologia pelo Seminário Teológico Carisma e pastores na Igreja Batista da lagoinha em Belo Horizonte. Eles tem viajado o país ministrando sobre a influência negativa da mídia na vida da família cristã e apresentam um produto cristão revolucionário que tem impactado a vida de muitos: o J5!

O objetivo do J5 é levar a maravilhosa Palavra de Deus para crianças e jovens através de uma poderosa ferramenta da comunicação: As histórias em quadrinhos, ou mais precisamente, o mangá (terminologia usada pelos japoneses para o que chamamos de gibis aqui no Brasil). AS HQs, ao contrário do que muita gente pensa, é um instrumento poderoso para se comunicar valores e idéias. E os japoneses sabem usá-las como ninguém! Fato é que, grandes sucessos em desenhos animados e brinquedos aqui no Brasil e no resto do mundo originaram-se dos mangás.
Entretanto, esses mangás abordam temas e histórias que fazem parte do folclore e da cultura oriental, mas muitas vezes nocivos para as nossas crianças e jovens. O J5 utiliza das mesmas estratégias abordadas pelos japoneses (valores como amizade, perseverança e vitória) mas ao invés de disseminarmos conceitos do folclore japonês, o budismo e o xintoísmo, nós levamos os leitores a se interessarem pela Palavra de Deus.

Tudo isso numa linguagem jovem, cheio de ação, humor, drama e aventura, sobre cinco jovens convocados por Deus para lutarem contra o mal. Eles recebem os poderes da armadura de Efésios e irão lutar contra potestades e principados cujo objetivo é levarem a humanidade à condenação eterna. 

Confira a abertura do anime J5

Resumo, Comentários e Criticas

A sinopse nos lembra da queda de Lúcifer que tentou destronar Deus e foi banido dos céus, e de fato Dark Prince é o próprio querubim rebelado. Os personagens vivem em um contexto religioso. Mas esperem, não tomem qualquer atitude preconceituosa em rejeitar J5. A história é fluida, de leitura rápida, com uma trama envolvente e que nos primeiros três volumes apresentam ganchos para possíveis e interessantes arcos, e adoraria que alguns pontos que estarei comentando viessem a acontecer.

Estarei apresentando nessa resenha: críticas, impressões e os pontos que a história apresenta, que se forem trabalhados poderão ampliar os horizontes.

Capítulo 1: O Encontro com o Medo Parte I, II e III
O encontro com o medo começa com os cinco jovens (Diego, Fernanda, Daniel, Gabriel e Ana) que após uma viajem estão na Tchecoslováquia no período conhecido com Primavera de Praga que é explicado de maneira bem descritiva por Ana, a CDF do grupo. Ao chegar à cidade de Praga, percebem que os ditos protestos pacíficos contados por Ana não estão ocorrendo e que uma onda de violência está pairando sobre a cidade. E no descuido de Diego são atacados pelo responsável por alterar história de Praga, Agramon (que não tem nada haver com os digimons, o nome significa demônio do medo em livros de demonologia e tem origem desconhecida). Aí vocês me perguntam, medo e violência qual é a relação? É o que as grandes cidades vivenciam hoje. O medo de sair de casa, da perda, o grande número de pessoas que estão com síndromes do pânico oriundo da violência que assola a sociedade. Dentro da trama o poder do medo aprisiona, mata e transforma a humanidade em anjos caídos.

Com o surgimento desse demônio começa então uma batalha com direito a espadas e escudos, utilizando as armaduras espirituais descritas em Efésios, uma das epístolas paulinas. Mas não só de batalhas vive uma história, vemos também os dramas pessoais de dois personagens: Daniel e Gabriel, o primeiro um filho de pastor que sente vergonha na ocupação de seu pai e tem um peso da responsabilidade de ter que ser igual a ele, sendo também pressionado pelos que estão em sua volta pelos erros que comete. Só que ele é um adolescente e tudo isso é demais para ele. Gabriel é um garoto introspectivo, que guarda em si as memórias e os ensinamentos do falecido pai e possui uma revolta em não o ter por perto (isso soa familiar?).

Anjos caídos x demônios x humanos mortos

Se na primeira tentativa Dark Prince usou os anjos contra Deus, dessa vez ele quer transformar a humanidade em anjos caídos para alcançar seu objetivo. E o meu ponto de questionamento é “qual é a definição do autor para essas categorias?” Anjos caídos como o nome já diz, são aqueles que se rebelaram e foram expulsos dos céus, como que um ser humano morto se tornaria em um anjo caído? O que seriam demônios dentro do universo de J5? Agramon, o demônio do medo, já foi um anjo? Essas questões devem ser esclarecidas no desenrolar da história. E quanto a Gabriel, o pai dele se tornou um anjo caído/demônio? A conversa com Agramon foi bem sombria.

Viagem no Tempo x Plano de destronar Deus
Os cinco garotos vivem em uma dada época que podemos chamar de Tempo Presente, isto é, tempo que eu não sei qual é, suponho que seja o que nós vivemos, e a Primavera de Praga já ocorreu. Sendo assim qual foi o evento no Tempo Presente que fez com que os anjos caídos/demônios voltassem para o passado para alterar os fatos históricos e qual é a teoria envolvida? Gosto de enredos que envolvam viagens no tempo, seja com teorias absurdas ou aquelas que tentam buscar explicações cientificas. Pois a trama sempre se desdobra para mundos paralelos, linha de tempo oficial e alterações na personalidade dos personagens. Como na Era do Apocalipse, uma dos eventos ocorridos na saga dos X-Men.

Conteúdo Bíblico

Há citações bíblicas quanto ao mundo espiritual de maneira bem natural, o drama de Daniel é algo que de fato existe. Muitos esquecem que os filhos de pastores são crianças normais e colocam um fardo sobre elas que não podem carregar, pois são crianças que erram, brincam e acertam. Na verdade isso não é exclusivo das crianças, e sim intrínseco do ser humano.

O mais importante é que na tentativa de inserir mensagens bíblicas ou evangélicas, os diálogos não se tornem enfadonhos e não realistas. Isso ocorre com freqüência em filmes religiosos em que o autor, na vontade de passar a mensagem, coloca verdadeiros discursos em falas que poderiam alcançar o mesmo objetivo sendo mais simples. Isso não ocorre nessas três primeiras edições e gostaria que isso não acontecesse. Nem Cristo utilizou diálogos extensos e não realistas, mas sempre buscou uma linguagem que a população local compreendesse como alegorias sobre pesca e plantio. O Igor tem trabalhado muito bem nesse quesito.

Arte

O traço dos personagens é típico de desenhos voltados para um público infanto-juvenil. Visualmente falando, os personagens que mais me agradaram foram Diego e Gabriel. As roupas usadas por eles são bem estilosas e se destacam dos demais. O design das espadas e dos escudos é bem legal também. Para mim, a melhor é a espada do Dark Daniel (Na luta no mundo do medo).

Fonte: J5manga.com.br e Protonautas

Postado Por Resgate Fm

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